A primeira recomendação é que muitas vezes não começamos com o método
certo, mas começamos com um método, com um caminho previsto para
pesquisar. Mesmo que você mude de estratégia mais adiante, o que você
escreveu ainda será útil.
A pesquisa bibliográfica não está
listada como um método por um pequeno grande detalhe, ela é básica. Sempre
que você for falar sobre um jogo, uma empresa ou game designers, leia
muito sobre estes tópicos e guarde bem estas informações. Mesmo que você
não faça um estudo de caso vai precisar disso para descrever bem o(s)
objeto(s) de pesquisa.
A plataformização acentuou um problema
clássico, como registrar e guardar informações que estão em um jogo ou em
uma rede. Um dos primeiros passos da pesquisa é guardar dados e garantir
que eles estarão acessíveis durante as etapas de análise.
Mesmo
que um método seja ideal para a sua pesquisa, desconfie um pouco dele.
Pense se as normas indicadas são realmente apropriadas para o que você
quer fazer e também proponha updates na estratégia.
Os estudos
de jogos, também chamados de game studies, têm algumas particularidades
que fazem a área ser um pouco diferente das outras. Por exemplo, um site
como o Gamasutra pode deixar dúvidas sobre o seu nome, mas é referência no
setor. A mesma coisa acontece com a consultoria NewZoo, empresa de renome
internacional.
A palavra jogo é ampla demais na língua
portuguesa. Aos poucos, normalizamos chamar de jogo o que é físico
(futebol e tênis, por exemplo) e game o que é digital e está em um
computador ou console. Quando você fizer pesquisas em bases de dados,
lembre-se de olhar estas duas variações.
Cuide o uso de
algumas palavras, mesmo quando já estamos acostumados com elas. É como o
uso da palavra imersão, cada vez mais forte nos últimos anos e vista como
algo específico do digital, mas é uma sensação que um bom livro ou
quadrinho também desperta no leitor.
É bacana quando
encontramos um objeto novo para pesquisar, mas tenha cautela com alguns
termos novos. Neste renascimento da Realidade Virtual, por exemplo, muitas
vezes encontramos bons textos, mas que tratavam da ideia como algo novo.
Veja bem, tivemos desdobramentos interessantes nos últimos anos, mas muito
do que pensamos sobre o assunto foi publicado lá nos anos 90.
Não
pesquise um objeto porque ele é novo, pesquise em virtude da sua
relevância. Você vai notar que até mesmo jogos antigos ainda têm boas
razões para estudos, quando você percebe a sua influência no decorrer dos
anos, por exemplo.
Jogue, jogue muito, mas não pense em placar
nem tenha vergonha de procurar tutoriais ou vídeos no YouTube. Não
pensamos no desempenho no jogo, mas sim em boas pesquisas.